terça-feira, 18 de setembro de 2012

LEPTOSPIROSE CANINA







Leptospirose Canina
VIGNARD-ROSEZ, K.S.F.; ALVES, F.A.R.
INTRODUÇÃO
A leptospirose é uma doença infecciosa, de notificação compulsória, causada pelas bactérias do gênero Leptospira. Trata-se de uma das mais freqüentes zoonoses, sendo observada principalmente nos meses mais chuvosos, em áreas alagadas e/ou deficientes em saneamento. Tanto os animais domésticos quanto os selvagens são reservatórios para esta enfermidade.
No cão, a leptospirose é caracterizada por doença renal e/ou hepática aguda, e às vezes pode levar a uma septicemia. Nos casos crônicos, observam-se seqüelas como doença renal crônica. Em gatos esta enfermidade é rara.
ETIOLOGIA
A enfermidade é causada pela Leptospira, uma bactéria aeróbia ou microaerófila, Gram-negativa, pertencente a ordem das espiroquetas. À microscopia observa-se morfologia em espiral, e freqüentemente um "gancho" nas extremidades da célula bacteriana.
A leptospira não se multiplica fora do hospedeiro, e sua sobrevivência fora dele depende das condições do meio ambiente, sendo altamente sensível a ambientes secos e a pHs e temperaturas extremas. O patógeno pode sobreviver no meio ambiente por até 180 dias quando em solo úmido ou em águas paradas.
Tradicionalmente o gênero Leptospira era subdividido em 200 sorovares, baseado nas diferenças antigênicas. Todos os sorovares patogênicos eram classificados como L. interrogans, e os não patogênicos eram incluídos na espécie L. biflexa. Atualmente, o gênero é classificado de acordo com suas características genéticas, em 7 genoespécies, 28 sorogrupos e vários sorovares e genótipos. O cão é o hospedeiro primário das espécies L. canicola e L. bataviae, geralmente associadas aos sintomas clínicos mais graves. Apesar de menos freqüente, o cão pode também ser um hospedeiro acidental das outras espécies de Leptospira, como L. gipptyphosa, L. pomona, L. icterohaemorrhagiae e L.bratislava .
PATOGENIA
A Leptospira penetra pelas mucosas ou pela pele lesionada. A transmissão em cães pode ocorrer por contato direto de animais infectados ou, mais freqüentemente, por transmissão indireta, onde um animal susceptível fica exposto a um ambiente contaminado. Entre o 4o e 11o dia de infecção, a bactéria invade a corrente sangüínea multiplicando-se rapidamente, dando origem a leptospiremia. No início desta fase observam-se febre, leucocitose, e albuminúria. Em animais susceptíveis, pode ocorrer a septicemia, onde a bactéria invade os órgãos pelos quais ela tem maior tropismo, ou seja, fígado, rins, baço, sistema nervoso central e olhos, podendo ocasionar grandes danos. A Leptospira pode provocar petéquias ou equimoses, icterícia, infiltrado inflamatório difuso de células plasmáticas nos rins, necrose focal de parênquima hepático, colestase intrahepática com lesão hepática severa. Neste estágio da doença o animal poderá sucumbir devido a uma insuficiência renal ou hepática.
Ao final da bacteremia, 7 a 10 dias após a infecção, geralmente a febre diminui e a bactéria é eliminada da circulação sangüínea pelos anticorpos, o animal pode se recuperar. A recuperação é mais rápida quanto menores forem as lesões nos órgãos. No entanto, as bactérias que se alojaram em locais onde os anticorpos não têm acesso, como córneas e túbulos renais, podem levar a uveíte e leptospirúria.
A leptospirúria, ocorre em uma fase mais tardia da enfermidade. Ela pode permanecer por meses até mesmo anos constituindo uma fonte de infecção para os outros animais. Nestes animais, a concentração de anticorpos decai, já que a bactéria, situada nos túbulos renais, não estimula o sistema imune. Estes animais podem apresentar-se soronegativos quando testados.
SINAIS CLÍNICOS
A sintomatologia depende de vários fatores, em especial do hospedeiro. Sabe-se que a bactéria adaptou-se aos reservatórios primários (roedores, animais silvestres) causando infecções crônicas ou assintomáticas com fraca resposta imune. Por outro lado, nos hospedeiros acidentais, as infecções costumam ser agudas, com elevada resposta imune. Em cães, a sintomatologia da leptospirose é variável, podendo apresentar-se sob as formas aguda, peraguda ou crônica. Os sinais clínicos dependem da idade do animal, imunidade do hospedeiro, fatores ambientais e a virulência do sorovar.
Infecções peragudas levam à leptospiremia intensa, choque, e morte do animal. Em infecções menos agudas observam-se febre, anorexia, vômitos incoercíveis, desidratação, poliúria, polidipsia, e relutância ao movimento. Com a progressão do quadro pode surgir oligúria e anúria.
Na forma crônica, podem não haver sinais clínicos evidentes. O animal pode apresentar febre sem motivo aparente e conjuntivite moderada a severa. No entanto, distúrbios renais e hepáticos crônicos podem surgir em conseqüência da leptospirose.
Animais jovens que não foram vacinados, ou cujas mães não foram vacinadas, possuem um risco maior de desenvolver a doença peraguda, podendo levar o animal a morte devido a septicemia ou ainda intensa hemólise.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da leptospirose consiste em detectar a bactéria no sangue ou na urina do animal acometido ou demonstrar um aumento nos títulos de anticorpos para um determinado sorovar. O diagnóstico laboratorial inclui hematologia, urinálise, sorologia e identificação da bactéria em tecidos apropriados.
Paralelamente, deve-se realizar o diagnóstico diferencial para uma variedade de enfermidades, como anemia hemolítica autoimune, hepatite viral canina, neoplasia hepática, neoplasia renal, nos casos agudos; e de brucelose canina e herpesvírus (abortos) , nos casos crônicos .
TRATAMENTO E CONTROLE
O objetivo principal do tratamento durante a fase aguda da doença é manter o paciente estável e prevenir a extensão das lesões no fígado e rins, além de suprimir a leptospirúria.
Os animais em fase aguda necessitam de terapia intensiva de suporte dependendo da severidade do quadro. O prognóstico é reservado quando já está instalada a insuficiência renal e/ou disfunção hepática, e desfavorável em pacientes com choque ou coagulação intravascular disseminada.
O uso de antibióticos inibe a multiplicação destes organismos reduzindo complicações. Vários antibióticos podem ser utilizados na eliminação da leptospiremia como penicilina, ampicilina, amoxicilina. Estudos mais recentes têm demonstrado alta eficácia da doxiciclina (5 a 10 mg/Kg BID) para o tratamento da leptospiremia e principalmente da leptospirúria. Não devem ser utilizados aminoglicosídeos e estreptomicina até a total recuperação da função renal.
O controle deve ser feito através da vacinação dos animais, visto a impossibilidade de eliminar os reservatórios desta enfermidade. Este controle requer especial atenção, haja vista a alta taxa de mortalidade apesar dos tratamentos intensivos e de seqüelas irreversíveis. A vacinação tem sido efetiva reduzindo a prevalência e severidade da doença.
INFECÇÃO NO HOMEM
Em 80% dos casos, o homem pode infectar-se indiretamente pelo contato com água contaminada com urina de animais infectados; ou diretamente por mordedura, manipulação de tecidos contaminados e ingestão de alimentos ou água contaminados. A contaminação direta entre pessoas é extremamente rara. A contaminação humana ocorre principalmente em áreas alagadas, e em profissionais de risco (agricultores, veterinários, etc.). É facilitada quando a pele está amolecida (pelo efeito da água) ou lesada. Os principais sintomas no homem são: febre (39o-40oC), tremores, dores de cabeça, mialgia, artralgia, astenia, irritação ocular e conjuntivite.

Fonte: Cepav

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Giadíase Canina




      Giardíase Canina é uma das causas mais comuns de problemas intestinais em cães e seres humanos. É uma doença causada por um protozoário flagelado, Giárdia lamblia que infecta o intestino delgado de cães e outros mamíferos, incluindo o homem. No mundo todo, cerca de 250 milhões de pessoas apresentam giardíase sintomática, estimando-se que ocorram 500.000 novos casos por ano (OMS, 1996). Como muitos animais, incluindo os de estimação (como cães e gatos), também são infectados por Giárdia, eles podem tornar-se uma fonte da doença para humanos.
      Em cães os principais sintomas são diarréias, vômito, depressão e perda de peso.
      Uma vez instalada a doença, o animal fica mais suscetível a outras enfermidades mais graves e até fatais.
A infecção ocorre quando o animal ingere o cisto (forma em que o protozoário se encontra nas fezes), seja através do contato com outros animais como pela água e outros alimentos contaminados. É importante lembrar que os seres humanos também podem desenvolver a doença e, neste caso, hábitos de higiene e programas anuais de vacinação dos cães são fundamentais para a proteção de toda sua família.
      O controle está diretamente relacionado às Boas Práticas de higiene ambiental.
      Os cistos de Giárdia sobrevivem no ambiente e, desta forma, são fonte de contaminação e principalmente reinfestação para os cães, sobretudo de canis.
      A remoção imediata das fezes limitará a contaminação ambiental.
      O s cistos são inativados pela maioria dos compostos de amônio quaternário, água sanitária, vapor e água fervente.
      Os cistos contaminam também os pêlos dos cães, representando uma fonte de infecção, principalmente para as pessoas que tem um contato mais freqüente com seus animais.
      A giardíase é uma doença comum de cães, gatos e humanos, que freqüentemente é subestimada. É uma zoonose importante e é imperativo que tanto o animal de estimação quanto a família protejam-se da infecção.
      O tratamento pode fornecer um controle eficaz, mas, em muitas situações, as reinfestações são comuns, devido à dificuldade em se eliminar a fonte de infecção do meio ambiente.
      As taxas de infecção são altas nas áreas onde existem grandes populações de humanos e animais, devido à maior oportunidade de transmissão direta e indireta da enfermidade. A ingestão de somente 10 cistos é capaz de causar a infecção. A maior prevalência das infecções por Giárdia ocorre entre os indivíduos jovens, sem resistência imunológica, e que são mais suscetíveis à ingestão de material fecal.
      As fontes de infecção mais comuns são água e fezes contaminadas. A transmissão fecal-oral de Giárdia é comum tanto em animais como em humanos; os animais em confinamento podem estar expostos a grandes quantidades de cistos infectantes no material fecal, o qual aumenta as possibilidades de transmissão da enfermidade.
      Os trofozoítos de Giárdia não sobrevivem no meio ambiente. No entanto, os cistos são resistentes a alguns fatores ambientais, como águas com baixa concentração de bactérias e contaminantes orgânicos, e suscetíveis a outros, como altas temperaturas. É considerada uma enfermidade emergente, devido à falta de métodos efetivos de controle em humanos e animais. Um dos principais problemas é a contaminação ambiental disseminada. A Giárdia com seu ciclo de vida simples e a capacidade de seus cistos de sobreviver no ambiente, tem permitido que a infecção se converta em uma das mais predominantes enfermidades parasitárias em muitas espécies de mamíferos.

     Sinais Clínicos
     
     Os sinais clínicos podem ser severos, mas uma grande parcela dos infectados pode permanecer assintomática, e os animais jovens são os que, mais freqüentemente desenvolvem os sintomas. Os sinais clínicos da giardíase incluem diarréia mal cheirosa aguda ou crônica, vômito, dor abdominal, desidratação, perda de peso ou redução do ganho do mesmo.
      Não existem sinais característicos da giardíase, pois diversas enfermidades intestinais se assemelham a ela, como ocorrem com as gastrenterites virais, as bacterianas e as causadas por outros parasitos. Também se assemelha às alergias de origem alimentar, à enfermidade da má-absorção, a gastrenterite induzida por fármacos e as enfermidades alérgicas.
     Existe a grande probabilidade de o animal persistir eliminando os cistos nas fezes, mesmo após tratamento.
     O mais comum é que a base do tratamento da giardíase seja eliminar os sinais clínicos associados com a infecção. Nos animais, freqüentemente ocorre a reinfestação, se os cistos infectantes não são retirados do ambiente. Isto implica em uma limpeza e desinfecção profundas sempre que possível, além de assegurar que a água e o alimento não se contaminem com as fezes.

     Vacina

     Está provado que a vacina estimula o animal a resistir ao parasito, sendo uma solução efetiva em longo prazo para o controle desta enfermidade parasitária, já que a imunidade natural contra Giárdia é de curta duração. Mesmo que os tratamentos se mostrem eficazes, a reinfecção em animais é muito freqüente, devido à dificuldade de se eliminar os cistos infectantes do ambiente. Um animal vacinado, além de protegido contra giardíase, não representará mais uma fonte de infecção a outros animais.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Bem-vindo ao lar! Noções básicas sobre o filhote de cão.

Muito bem. Você acabou de entrar em casa com o seu filhote e é agora que começa a diversão.Porém, há algumas coisas que você precisa ter em casa com antecedência. O planejamento, assim como o seu cãozinho, pode ser o seu mior amigo.

Noções básicas sobre os filhotes

Aqui vai uma lista de algumas coisas essenciais que você precisará para o seu novo hóspede:

- Um nome! Nomes curtos são mais fáceis para o seu cãozinho aprender.
- Identificação. A cada ano, milhões de animais se perdem, de forma que a identificação se torna obrigatória.Inclua o seu nome e o número do telefone em uma plaquinha de identificação de leitura fácil.
- Vasilha de água e comida.  Devem ser resistentes e fáceis de limpar. A cerâmica e o aço inoxidável são materiais recomendados.
- Brinquedos. Os brinquedos de mastigar podem evitar que seu novo companheiro resolva roer seus móveis. Bolas e cordas com nós também são ótimas opções ( mas evite brincadeiras que estimulem o seu cãozinho a lutar com você).
- A cama. Seu forro deverá ser lavável. Nas primeiras noites, o filhote poderá se sentir solitário ou assustado. Um rádio em volume bem baixinho ou um relógio que faça tic-tac podem ajudá-lo a relaxar e dormir.
- Alimentação. O alimento que você escolher para oferecer ao seu filhote durante o primeiro ano de vida é vital ao seu desenvolvimento adulto, saúde e crescimento. Um veterinário poderá indicar a melhor opção, que deve ser uma ração de filhote de boa qualidade para ser oferecida até 1 ano de idade.
 - Higiene. A higiene e a assistência veterinária regulares, tem um papel importante, tanto na saúde do seu bichinho, quanto no seu vínculo afetivo com ele. O veterinário poderá indicar a melhor idade para iniciar os banhos e produtos a serem utilizados, além da escovação da pelagem, cortes de unhas, limpeza dos olhos e ouvidos.
- Prevenção de parasitas. O veterinário vai indicar a melhor forma de prevenir o aparecimento de parasitas externos como as pulgas e os carrapatos e parasitas internos como os vermes intestinais e o verme do coração.
- Vacinação. Seu filhote deverá ser imunizado nos primeiros meses de vida. Seu veterinário iniciará uma caderneta de vacinação e vai orientá-lo sobre os reforços.

Fonte: Hills, Dra. Carla MArtins.

domingo, 24 de junho de 2012

Dra, o meu cão está comendo fezes!E agora??Saiba mais sobre a coprofagia


O que é Coprofagia?
Coprofagia é uma condição que leva o cão a comer fezes. É um hábito muitas vezes difícil de quebrar. As causas e as consequências da coprofagia podem ser mais ou menos preocupantes, conforme as condições em que o cão é mantido eque fezes escolhe ingerir.

Causa principais:

Falta de nutrientes e semelhança com a comida - Comendo rações de baixa qualidade, o cão acaba não ingerindo todos os nutrientes que precisa. Essas rações também são pouco digeríveis, fazendo com que as fezes sejam semelhantes ao alimento e se tornem atrativas. Dar ração em excesso pode levar ao mesmo problema.
Ansiedade,solidão e stress - Os cães podem desenvolver coprofagia com um escape à solidão, ansiedade ou stress. É frequente em cães que têm falta de exercício físico e mental ou que passam muito tempo sozinhos.
Castigos - Se o cão é castigado por fazer as suas necessidades dentro de casa (geralmente batendo ou esfregando o focinho do cão nas fezes), o cão pode comer as fezes pata tentar escondê-las e evitar o castigo.
Procura de atenção - Um cão negligenciado pode comer fezes para chamar a atenção dos donos. Apesar de ser atenção negativa, é a única forma que o cão encontra.
Exploração - Alguns filhotes, podem sentir-se atraídos a comer as suas próprias fezes, tratando-se de uma curiosidade normal e de desejo de explorar o novo.
Gatos - Como a ração de felinos contêm níveis maiores de proteínas, em alguns casos acaba sendo atrativa para os cães.

Coprofagia tem solução?
Sim, com o uso de suplementos ou medicamentos, aliados a alguns cuidados, esse problema tem solução.

Cuidados:
* Monitorar as quantidades e a qualidade do alimento que fornece ao seu animal e evitar sobrecarga de petiscos.
*Evite prováveis causas de stress, como deixar o animal sozinho por longos períodos.
* Evite reprimir o animal logo após ingerir as fezes.

Consulte sempre um médico veterinário antes de medicar ou mudar a dieta do seu animal!!!

Fonte: Informativo Coveli.

sábado, 23 de junho de 2012

Rações - entenda as diferenças

Rações, entenda as diferenças

Atualmente o mercado pet oferece uma gama enorme de alimentos para cães e gatos. Diferentes formas, cores, sabores, marcas e principalmente preços. Entre tantas opções oferecidas, o que realmente se deve levar em consideração na hora de escolher o melhor alimento para os animais de companhia?
Em primeiro lugar devemos saber, que o alimento ideal para nossos animais, é aquele que oferece todos os componentes necessários para um bom desenvolvimento do organismo, ou seja, um alimento completo que ofereça os níveis adequados de proteínas, vitaminas, minerais, gordura, fibras entre outros componentes. Além disso, é importante saber que vários tipos de matérias primas podem ser utilizadas na fabricação de rações, e que dependendo da matéria prima (de melhor ou pior qualidade) influenciará consideravelmente o preço final do alimento.
Existe uma “classificação” não oficial, aplicada pelos fabricantes para designar a qualidade das rações: Super Premium, Premium e Standard ou de combate. Porém vale lembrar que ainda não existe legislação brasileira para adequar as rações a esta classificação adotada pelo mercado.
Rações Super Premium são chamadas assim pois são fabricadas com matérias primas de primeira qualidade, com ótimo aproveitamento pelo animal. Neste caso são utilizados como base, proteína animal podendo ser carne, frango, peixe, em alguns casos até carne suína com tratamento especial, e os vegetais utilizados são os de melhor absorção pelos cães e gatos, como o arroz, por exemplo. Já as rações Standard ou de “combate” utilizam matérias primas de qualidade inferior, como subprodutos animais (como chifre, casco, penas, bicos, farinhas entre outros..) e proteínas de origem  vegetal com pouco aproveitamento, como trigo, soja e milho. As Premiuns são intermediárias entre super premium e standard.
E o que isso significa para o animal? Quanto melhor a matéria prima utilizada, melhor será o aproveitamento do alimento pelo cão ou gato, ou seja, ele realmente utilizará todos os componentes daquele alimento pra um desenvolvimento e manutenção ideal do organismo,por isso vai produzir menores quantidades de fezes. Dentro destas 3 "classificações"  ainda encontra-se ração destinada a filhotes, adultos e idosos,  isso porque cada fase da vida tem necessidades diferentes. Por exemplo, um filhote em pleno desenvolvimento precisa de proteínas e minerais suficientes para uma boa formação do esqueleto, enquanto um animal idoso, já começa ter declínio de suas funções orgânicas, precisando menos de determinados componentes.
Além desta classificação básica das rações de manutenção, existe outras rações especiais, como as destinadas as raças específicas que leva em consideração particularidades raciais que podem sofrer influência positiva ou negativa de determinado alimento, e as rações terapêuticas, que são obrigatoriamente de prescrição veterinária, pois são destinados a animais portadores de alguma doença, e que se beneficiam com uma nutrição clínica de acordo com o problema (insuficiência renal, cardíaca, diabetes, obesidade).
Existe também a opção de ração seca e úmida (latas, saches), cuja composição básica das duas é a mesma da ração seca equivalente, porém a  úmida além de conter mais água  (o que é benéfico em alguns casos) acaba se tornando mais palatável pela  forma, consistência e pelo odor que exala.
Para que a ração seja bem aproveitada pelo seu animal, deve-se ainda levar em consideração outros detalhes:
  • tipo de alimento oferecido de acordo com a raça, porte, idade e nível de atividade física;
  • quantidade diária oferecida, de acordo com o peso, idade e porte;
  • frequencia  diária de alimentação;
  • armazenamento da ração;
A escolha de um bom alimento para um cão ou gato é essencial  para manutenção da saúde, pois através de uma nutrição adequada é possível prevenir, retardar e tratar diversos problemas de saúde.


ALERTA CRMV-SP
As rações vendidas à granel, em sacos abertos ou outros recipientes que mantenham o produto em contato com o ar e que permitam seu manuseio podem ser facilmente contaminadas por fungos presentes no ambiente, como é o caso dos gêneros Penicillium spp., Aspergillus spp., Rhizopus spp. e Fusarium spp. Esses agentes colonizam a ração, especialmente quando a umidade e a temperatura são favoráveis, se multiplicam e produzem micotoxinas.

Fonte: Clinipet

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Nutrição para prevenir e curar cães e gatos






A nutrição veterinária é a ciência que tem por objetivo descobrir nutrientes essenciais e suas respectivas funções, em doses benéficas para o animal. Assim, cada ano são introduzidos novos alimentos, novas fórmulas nutricionais, que para além dos componentes essenciais à manutenção de uma vida saudável, incosporam elementos naturais para prevenir os riscos de determinadas doenças e proteger o organismo.
Hoje em dia é posível formular alimentos em função de necessidades bem definidas, de carências identificadas que precisam ser supridas e especificidades descobertas.
Os filhotes devem ser alimentados com rações diferentes dos animais adultos. Para cada porte existe um determinado tipo de alimento. No caso dos gatos, hoje em dia é possível estabelecer diferenças das necessidades nutricionais conforme a idade, modo de vida, sensibilidades, raças específicas.
Com essa evolução da alimentação passou a ser nutrição-prevenção, nutrição-saúde e até mesmo nutrição-tratamento graças à sua participação na terapêutica de determinadas doenças.
Longe vai o tempo dos cães alimentados com os restos da mesa e dos gatos que bebiam leite de vaca (alimento em total discordância com as suas necessidades).
Mas outro perigo espreita os nossos animais: o desconhecimento do Homem, associado ao seu desejo natural de "bem fazer". A proximidade  (aparente) entre nossoa companheiros de 4 patas e o Homem leva-nos a acreditar que sabemos como "funcionam". Reagir de forma antropomórfica é desconhecer o animal e ignorar que se trata de um carnívoro. É projetar nele os nossos desejos, o nosso modo de vida, sem levar em conta as suas diferenças.
O organismo desses carnívoros está dimensionado de uma forma muito diferente da nossa. Mandíbulas concebidas para cortar e não para mastigar, sem previa digestão pela saliva, um estômago desproporcional para digerir "presas" engolidas rapidamente, intestinos muito curtos mal adaptados à digestão da maioria dos cereais... Eis o que caracteriza um cão ou um gato.
Caso não se respeite uma alimentação e uma dosagem adaptadas o animal pode sofrer de obesidade assim como das suas graves consequências (cardíacas, diabéticas, articulares...).
No caso do cão, a alimentação constitui um regulador do comportamento: o mesmo alimento, servido no mesmo comedouro, no mesmo local, à mesma hora constitui uma garantia de equilíbrio psicológico. Em contrapartida, o gato, animal caçador individual, deve ter acesso à sua alimentação num regime "self-service", ingerindo assim cerca de vinte pequenas refeições durante o dia ( e a noite).
Um pedaço de chocolate (em doses elevadas é um veneno para um cão!),um quadrado de açúcar, um pouco de queijo (30g de Gruyère correspondem a 1/3 das necessidades alimentares em lipídeos de um cão de raça pequena!), um pedaço de pão, etc... Todos esses pequenos "extras" desequilibram a dosagem perfeitamente equilibrada e calculada por um nutricionista. Desequilíbrios que podem acarretar transtornos intestinais e degradar pouco a pouco a saúde do animal.
Então esse texto tem como simples objetivo frustrar o leitor, impedindo-o de dar provas de afeto ao seu animal? É claro que não,  muito pelo contrário! O amor voltado a um animal não deve dar origem a comportamentos alimentares contra-natureza. A nossa pretensão é esclarecer o proprietário sobre a alimentação correta como verdadeira fonte de bem-estar e de saúde para os seus animais.
Quando se adota um cão ou um gato, assume-se a responsabilidade pelo conforto da sua vida e estado de saúde. Essa responsabilidade implica também que se aprenda a conhecê-los verdadeiramente.
Como o assunto sobre a nutrição animal é muito vasto, abordaremos o mesmo tema nas próximas postagens. Caso restem algumas dúvidas, converse com o médico veterinário responsável pela saúde do seu animal. Ele conhece melhor do que ninguém as suas reais necessidades.
Espero que tirem proveito das leituras aqui no blog!!

Fonte: Tudo o que você deve saber sobre nutrientes que alimentam, previnem e curam cães e gatos (Profº Dominique Grandjean).

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Doenças respiratórias em cães e gatos ocorrem mais no inverno



Espirros, nariz escorrendo e tosse podem ser sinais de doença respiratória.

Com a chegada do inverno, os animais de estimação ficam mais suscetíveis a problemas de saúde, como gripes e resfriados, reagindo de maneiras adversas às mudanças repentinas de temperatura. Para controlar estes sintomas, a Cão de Guarda alerta para a importância de cuidados especiais com cães e gatos, nesta época do ano.

Já é fato que o clima frio e seco favorece o aparecimento da gripe, facilmente transmitida por meio da tosse e do espirro. Com os animais, não poderia ser diferente. A traqueobronquite infecciosa canina, mais conhecida como "tosse dos canis ou gripe canina", afeta diretamente cães de todas as idades e resulta na inflamação do sistema respiratório.


A transmissão ocorre mais freqüentemente quando há aglomeração de animais, por exemplo, em parques, praças, canis, hotéis para cachorros, abrigos e loja de animais, mas o seu animal que sai pouco de casa também não está livre pois o contágio acontece pelo ar.
O principal sintoma é a tosse seca que freqüentemente piora com os exercícios físicos, agitação ou mesmo pela pressão da coleira. Outros sintomas como secreção nasal, falta de apetite e febre podem ser indícios de quadros mais graves da gripe canina. Para que os bichinhos não tenham problemas de saúde, o melhor a se fazer é imunizar com a vacinação e atentar para simples cuidados, no dia-a-dia como manter a pelagem mais comprida ou o uso de roupas para os cães de pelo curto. Além dos banhos que devem ser realizados com água morna e com xampus que propiciem a secagem rápida dos pêlos com o auxílio de secador. Os cuidados com os filhotes e os idosos devem ser redobrados pois o sistema imunológico deles é muito mais frágil.

Para realizar as imunizações entre em contato conosco para saber mais a respeito, pois a prevenção é a melhor forma de garantir a saúde do seu animal.

Fonte: Pet Society e Dra. Carla A. L. Martins (médica veterinária da Cão de Guarda).